1. O sistema proposto para a classificação de Oficiais de Arbitragem de futsal pertencentes ao quadro da FPFS, levou em consideração os seguintes itens:
a. Condicionamento Físico:
Devido a grande evolução tática\ técnica da modalidade e aos avanços científicos da preparação física, necessita-se hoje de Oficiais de Arbitragem mais bem preparados fisicamente, para poderem atuar a contento em uma partida de futsal. A velocidade empregada no jogo, o tamanho das quadras e o número de contra-ataques existentes em um partida de futsal, exigem do Árbitro um ótimo condicionamento físico. Portanto um dos critérios apresentados é a AVALIAÇÃO FÍSICA.
b. Conhecimento Teórico:
Como em qualquer área de atuação, o conhecimento teórico é indispensável para o sucesso do profissional. Dentro especificamente do esporte, os diversos profissionais que atuam, lançam mão cada vez mais deste expediente. O técnico, o atleta, o diretor, departamento médico, etc, todos estes profissionais se destacam em seus meios pela aplicação prática de seus conhecimentos teóricos. E não poderia ser diferente com a Arbitragem, já que a atuação do Árbitro esta diretamente ligada a concretização de objetivos, ou seja, com a realização da disputa, do jogo. Podendo decidir e\ou influenciar no resultado final de uma partida. Devido a este fato, o TESTE TEÓRICO é outro componente da Avaliação dos Oficiais de Arbitragem. O Conhecimento e interpretação da REGRA do jogo é fator fundamental para o desempenho desta função, portanto, como será percebido o Teste Teórico terá o maior peso (ponderado) dentro de toda a Avaliação.
c. Tempo de Atuação:
A experiência advinda do tempo de atuação de um Árbitro é um quesito extremamente importante. Por analogia podemos comparar um bom Árbitro com um bom atleta. Os dois são como diamantes, que devem ser lapidados até atingirem sua forma final. Só com o tempo, com diversas atuações é que poderemos dizer se teremos um Árbitro de desempenho satisfatório ou não. Portanto este critério, tempo, será levado em consideração na Avaliação Final. Para isso, criamos uma tabela que proporciona ao Árbitro com mais EXPERIÊNCIA, ter algum benefício em termos de pontuação final. Os anos da tabela referem-se aos anos de atuação do Oficial.
d. Desempenho:
De nada adianta termos um árbitro bem preparado fisicamente e com conhecimento de regra se o mesmo não tem boa desenvoltura na aplicação destas regras na prática. Portanto, constantemente os Oficiais de Arbitragem serão avaliados, com relação as suas atuações. Levando em consideração a aplicação correta da regra, a postura dos Oficiais de Arbitragem, sua conduta disciplinar dentro da quadra de jogo, etc. Todos estes quesitos serão bem esclarecidos e serão ferramentas dos Observadores, para que possam de forma transparente, avaliar a atuação de todos Oficiais de Arbitragem envolvidas em uma partida de Futsal. Os resultados finais destas OBSERVAÇÕES serão transformados em valores objetivos (notas) e o Oficial de Arbitragem chegará ao final de cada temporada com uma Média Final. Esta Média Final nós denominaremos de “TRAVA”, porque ela proporcionara ao Oficial de Arbitragem 3 (três) possibilidades para a sua classificação, dependendo de seu valor:
1. Descenso obrigatório para a categoria imediatamente inferior a que pertence. (Independente de suas outras avaliações – física, teórica) (0,0 A 5,0)
2. Manutenção na categoria atual (sem a possibilidade de acesso e com possibilidade de descenso, este não obrigatório). Aqui depende de suas outras avaliações.(5,1 A 6,9)
3. Acesso liberado para categorias superiores a atual ou descenso (não obrigatório). Também depende de suas outras avaliações. (7,0 A 10,0)
e. Atos Disciplinares: (* ESTE ITEM SERÁ UTILIZADO PARA A CLASSIFICAÇÃO DO ANO DE 2011).
Com o desenvolvimento da área do Direito Desportivo, da necessidade da presença da Ética nos mais variados segmentos da nossa sociedade, e especificamente no nosso caso, um maior comprometimento daqueles que estão inseridos no esporte, se faz necessário uma atenção também em termos de avaliação, às Sanções Disciplinares. Com o objetivo de sempre estar proporcionando oportunidades àqueles Oficiais de Arbitragem que apresentam uma conduta exemplar, tanto dentro como fora das quadras, este sistema de avaliação levará em consideração o desempenho disciplinar deste Oficial. Dentro de uma proposta de pontuação, a cada Sanção Disciplinar, que o Oficial vier a sofrer durante a temporada (tanto por parte da Presidência da FPFS ou pelo TJD) o mesmo terá “x” pontos negativos no computo de sua média final.
2. Portanto na AVALIAÇÃO do Oficial de Arbitragem, serão considerados os 5 (cinco) itens apresentados anteriormente. Tornando assim a CLASSIFICAÇÃO FINAL, transparente, objetiva, clara e em situações que realmente fazem parte do dia a dia do Oficial de Arbitragem.
3. Cálculo da Media Final, para a Classificação dos Oficiais de Arbitragem
a. AVALIAÇÃO FÍSICA:
Composto de uma bateria de testes físicos. Dentro de um quadro de pontuação, ao Oficial de Arbitragem (Árbitro) será atribuída uma nota (AV) dependendo de seu desempenho nos testes. Valor máximo 10 pontos.
AV = (TESTE 1+ TESTE 2 + TESTE 3) / 3
1. Também será realizada uma Avaliação para verificação do Percentual de Gordura (%G) de cada Oficial de Arbitragem. Este %G além de ser um indicativo de nível de Saúde, também vai identificar àqueles Oficiais que estão acima, em situação de normalidade ou abaixo de suas características relacionadas ao acúmulo de gordura. Dentro de um quadro de pontuação, o Oficial de Arbitragem terá sua nota do teste físico (AV), subtraída do índice (I%G) gerado pelo quadro de pontuação do %G.
2. Após realizar os testes físicos e a avaliação do %G, o Oficial de Arbitragem terá sua primeira média (NP1), calculada pela seguinte fórmula:
NP1 = AV − I%G
OBS: Para o Oficial que desempenha a função de Anotador/cronometrista a Avaliação Física, será substituída por uma Avaliação Escrita Específica (AEE). Onde será Avaliada a capacidade de interpretação de texto, ortografia, conjugação, caligrafia, zelo, etc, do Oficial. Também este Oficial não será submetido a Avaliação do %G. Portanto a sua (NP1) será obtida diretamente pela nota de sua AED.
NP1 = AEE
PROVA TEÓRICA:
Será realizada uma Prova Teórica com todos os Oficiais de Arbitragem, com nota máxima de 10 pontos. Como já foi explanada, o conhecimento teórico tem uma grande importância na atuação do Oficial de Arbitragem, por este motivo o peso desta prova é 2. Portanto deveremos multiplicar a nota da Prova Teórica (PT) por dois, tendo assim a segunda Média (NP2).
NP2 = PTx2
a). O Oficial que obtiver uma nota entre 6,9 e 50,(na primeira avaliação), deverá ser submetido a uma nova Avaliação com no mínimo 30 dias após a data da 1ª avaliação, data e local a ser estipulada pela FPFS e durante este período estará temporariamente afastado do quadro. Se após a segunda avaliação não atingir o nota mínima de 7,0, o Oficial deverá realizar uma reciclagem, em data a ser determinada pela FPFS, e será submetido a uma nova avaliação. Se a nota desta avaliação for inferior a 7,0 o mesmo deverá repetir o processo da reciclagem e submetido a nova avaliação, E assim sucessivamente até obter a média exigida (7,0). O Oficial estará afastado de suas funções, enquanto não atingir a nota mínima exigida nas avaliações por escrito.
b). O Oficial que obtiver uma nota inferior a 5,0 (na primeira avaliação) deverá realizar uma reciclagem, em data local a ser determinada pela FPFS, e será submetido a uma nova avaliação. Se a nota da segunda avaliação for inferior a 7,0 o mesmo deverá repetir o processo da reciclagem e submetido a nova avaliação, e assim sucessivamente até obter a média exigida (7,0) O Oficial estará afastado de suas funções, enquanto não atingir a nota mínima exigida nas avaliações por escrito.
c) O Oficial que não obtiver a nota mínima de 7,0 na primeira avaliação, terá sua classificação obrigatoriamente restrita a classe “C” no ano vigente. Portanto, após passar pelos processos (“a” e ”b”) deste item, o mesmo será classificado tão e somente na classe “C”, não podendo ser classificado nas classes superiores.
b. MÉDIA GERAL (MG): devemos somar as duas medias parciais (NP1 e NP2) e dividir por 3:
3 NP NP MG 1+ 2 = c. MÉDIA FINAL (MF):
Para obtermos a Média Final devemos acrescentar o índice do tempo de atuação. Este índice estará disposto no quadro pré-elaborado que vai contemplar os anos de atuação do Oficial de Arbitragem, este índice indicaremos pela sigla (EXP ), a qual se refere à palavra Experiência. E também, se for o caso, devemos subtrair da Média Final um valor relativo às Sanções Disciplinares, que foram impostas ao Oficial de Arbitragem. Este valor também estará colocado em um quadro pré-elaborado e será determinado pela sigla (Disc), relativo à palavra Disciplina. Portanto a MÉDIA FINAL, será calculada pela seguinte fórmula:
MF = (MG + EXP)−(DISC)
• PARA ESTE ANO (2010) DESCARTAR O ITEM “DISC”
Descrição dos testes
1. Teste 1 km :
Ao ser dado o sinal de partida os árbitros deverão correr uma distância de 1.000 metros, com o tempo mínimo correspondente à sua idade, especificado na tabela 1.
2. Teste de velocidade:
Inicia-se o teste com o árbitro posicionado com os dois pés detrás de uma linha localizada a uma distância de 10 metros de outra até que seja dado o sinal para a partida em direção a outra na maior velocidade possível. Ao chegar à segunda linha o árbitro deve tocá-la (com qualquer parte do corpo, inclusive os pés) e retornar ao ponto de partida. Esta sequencia de corridas deve ser repetida por duas vezes sem intervalo entre elas e no tempo mínimo, correspondente à sua idade, especificado na Tabela 2.
3. Teste de agilidade
Quatro cones deverão estar dispostos em uma linha reta a uma distância de 10 metros entre eles, totalizando uma distância de 30 metros entre o primeiro (cone A) e o último (cone D). Ao ser dado o sinal para iniciar o árbitro deverá percorrer a distância entre o primeiro (cone A) e o último cone (cone D) deslocando-se de frente e na máxima velocidade possível (estágio 1). Ao ultrapassar o último cone (cone D) o árbitro deverá deslocar-se lateralmente com a perna direita a frente até o terceiro cone (cone C), estágio 2. Após ultrapassar o terceiro cone (cone C) deverá retornar ao último cone (cone D) deslocando-se lateralmente, agora com a perna esquerda à frente, na maior velocidade possível (estágio 3). Ao ultrapassar o último cone (cone D), deverá deslocar-se de costas , na maior velocidade possível, até o terceiro cone (cone C), estágio 4. Ao ultrapassa o terceiro cone (cone C) deverá virar-se e deslocar-se de frente, na maior velocidade possível, até ultrapassar o primeiro cone (cone A), estágio 5, com o tempo mínimo correspondente à sua idade, especificado na tabela 3.
Sequencia de execução dos testes:
1. Teste dos 1.000m
a. Intervalo de 10 minutos
2. Teste de velocidade
a. Intervalo de 5 minutos
3. Teste de agilidade
a. Intervalo de 5 minutos
4. Teste de Velocidade
a. Intervalo de 5 minutos
5. Teste de agilidade


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